um esquilo chamado jenny
Na Union Square tem uma esquila chamada Jenny. Quem me contou isto foi a Sara Kun, fotografa coreana que vende seus quadros na feirinha. Ela explicou que a Jenny eh a esquila mais gordinha e mais friendly.
A feirinha da Union Square eh deliciosa. Cheguei cedo - umas onze horas - e peguei o sol quentinho e os feirantes bem-humorados. Tem musica - jazz - comida organica, comidinhas feitas na hora e muitos artistas vendendo fotos e quadros. Eh tudo muito astral. Todo mundo tem tempo pra conversar, pra contar as historias dos seus quadros ou fotos. Pra saber o nome dos esquilos da praca.
Escrito por Anna T. às 21h26
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LALO LA LA LA
Entrei sozinha no Lalo Cafe, na W83st. Me deram uma mesinha solitaria, virada para a parede, atras de uma coluna. Quase desisti. Ahi pensei "que raio, vim ateh aqui, vamos la." O lugar eh incrivel, cozy, muito bonitinho, acolhedor, cheio de luzes. Pedi uma taca de vinho, uma garrafa de agua, uma torta de maca e abri meu caderninho de viagem.
A garconete bonitinha veio saber o que eu estava escrevendo. "Nothing, really", eu disse. Pensei em citar o Caeiro ("escrever eh meu modo de estar sozinho"), mas eu ia machuca-lo na traducao. Ela sorriu, falou "olha, estah tocando uma musica brasileira" e eu notei que estava tocando Feitico da Vila nos alto-falantes. Sorri de volta, cantarolei um pouco, ela falou "ah, voce sabe a letra?" e eu disse que era uma cancao muito conhecida no Brasil. Ela perguntou se eu escrevia letras de musica e eu disse que sim, as vezes.
Tomei meu vinho, comi minha torta de maca (the best, gotta tell you), estava com as bochechas vermelhas quando pedi a conta. A conta veio com um bilhete: enjoy your holidays! love. Jen.
Achei fofo.
Escrito por Anna T. às 21h14
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a cidade transborda de turistas
Fazemos a nossa parte: passeamos pela cidade inteira, entrando em todos os lugares e perguntando "o que eh isto? quanto custa?" para tudo.
Li num jornal local que este ano a cidade bateu o recorde de turistas. O dolar estah mais acessivel para a maior parte dos paises. Resultado: veio todo mundo pra ca.
O inconveniente eh que todos os programas (ou quase todos) incluem um pouco mais de paciencia, um tempinho a mais numa fila, encarar as vezes as calcadas cheias nos lugares menos provaveis. Ontem a entrada do Central Park (na 5a. ave) tinha aglomeracao!
Tinha uma tarde soh pra mim, ontem (Marcel tinha uma reuniao de negocios!) e resolvi ir ao MoMa. Hahaha. Fila ateh a esquina. Ok. Subi pelo Central Park ateh a 81st, ateh o Metropolitan Museum. Fila fila fila. Ok. O Guggenheim, na 86. Idem. Entrei na 86 e vi uma mansao com uma porta de vidro escrito Neue Gallery. Apertei a campainha, entrei, larguei meu casaco e subi ateh o primeiro andar. Dois Klimts gigantes, um em cada parede, ofereciam-se aa contemplacao. O alto-falante tocava Brahms, num volume bem sutil. Sentei na poltrona de couro e fiquei o resto da tarde ali.
Escrito por Anna T. às 21h01
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EAST VILLAGE
em uma rua: Spring Street.
BALTHAZAR
ou: em busca do tempo perdido
Minha amiga Bianca tinha dado a dica do Balthazar - uma brasserie chiqueeeeerrima na Spring St. Depois o meu amigo Alex me mandou um e-mail falando pra eu ir - onde? - ao Balthazar, na Spring Street. Ele chegou a acrescentar: eh caro, mas eh bom.
Ainda nao comi no Balthazar. Estou namorando o lugar. Da primeira vez eu entrei na patisserie da loja (ao lado do restaurante) e comi um sample de pao de frutas. Ahi fiquei olhando as tortinhas de frutas do bosque e brincando de identifica-las - as groseilles, as mirtilles, as framboises and so on... Ontem entramos no salao do restaurante e ficamos imediatamente conscientes da nossa pobre vulgaridade. O lugar lembra, nao sei, as confeitarias francesas com grandes saloes - quem mora no Rio conheceu a Colombo, quem mora em Curitiba pode pensar na Schaffer, mas sem a decadencia. Ao contrario: as mesas sao lindas, ha espelhos enormes pelas paredes e luzes amareladas pelos cantos, dando a tudo uma atmosfera dourada magica, como de um salao de dois seculos atras, onde os aristocratas se encontravam e fumavam e bebiam e comiam jantares de quatro pratos cada.
Pra quem perguntar: servem madeleines com cha, eh claro.
PYLOGES
Eh uma loja francesa de design. Absolutamente colorida, divertida, criativa. A maioria dos objetos nao entrega a funcao, imediatamente. Encantadora. Passamos - sem exagero - uma hora e meia ali dentro, mexendo em tudo. Compramos chaveiros. ha.
RICE FOR RICHES
E o nome jah eh esclarecedor o bastante: uma loja que soh serve arroz-doce, em varias receitas, em tamanhos diversos. Eh caro, eh chiquerrimo, super-hip, cheio de cliches novaiorquinos vestidos de couro preto e oculos de armacao colorida, conversando: "so, i was like... hello!!" Saimos de lah rindo muito. Sem provar o arroz.
E FALANDO EM CLICHES NOVAIORQUINOS
Estavamos passeando no Village, na Thompson Street, e entramos numa loja - linda! - de xadrez. Eh uma sala comprida, na linha "caindo aos pedacos" (aqui o que eh hip ou faz a linha "techno ultra-clean" ou "caindo aos pedacos". Arrumadinho nao serve.), cheia de mesas de xadrez e tabuleiros de todas as sortes e formatos por todos os cantos imaginaveis. Nas mesas, jogadores, a maioria adultos, jogando, relaxados, conversando. Todos de boneh (eu reparei nisto, sei lah porque).
Bom, ahi a gente estava ali hanging out e o atendente chegou e disse "Oi, meu nome eh Kyle, posso ajudar?" e o Marcel olhou pra ele e disse: "Ei, eu conheco voce! Voce eh o host do Iridium!" E o Kyle deu um sorriso e disse " you got me". Ele trabalha de dia num clube de xadrez e aa noite num clube de jazz. Praticamente um personagem de qualquer comedia romantica rodada na cidade. Talk about new york cliches...
ninguem pediu, mas vai lah: dica legal
O Joe's Cafe, na West 13st com a Broadway, serve cafe de verdade, em xicaras de ceramica, e pelo mesmo preco. O lugar nao tem wi-fi (!) e as pessoas bebem cafe sentadas nas mesas!!! E conversando!!! E ficam horas!!!
(tem gente que sente saudades de feijao com alho. Eu sinto saudade de conversar longamente numa mesa de cafe)
FILTHY FILTHY FILTHY RESTROOMS!!!
Desculpem a insistencia. Mas nao me acostumo com a podreira dos banheiros publicos nesta cidade. Pensem comigo: se os caras nao perddem tempo lavando louca (eh tudo descartavel), nem limpando mesa (os clientes jogam tudo no lixo), nem cozinhando (jah estah tudo meio pronto), qual eh a desculpa pra nao limpar um unico banheiro duas vezes ao dia?!
Os banheiros dos cafes e lanchonetes sao unissex. Normalmente eh um banheiro soh, e imundo. Em casos extremos, o jeito eh entrar num restaurante mais fino, entar no bar, pedir um copo de vinho e usar o banheiro (for costumers only).
Ou encarar os ursinhos dancarinos.
Escrito por Anna T. às 14h53
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my favorite pain-in-the-ass
Musicos sao, em geral, um genero pitoresco. Jazzistas sao o supremo do pitoresco. Problematicos, resmungoes, recusam-se a vestir a cor combinada para a banda ("ah, era preto? Mas esta camisa eh vermelho bem escuro!") e fazem questao de usar tenis com terno ou meia branca com a calca social. Somem entre os sets e precisam ser chamados ao palco pelo microfone para o bar inteiro ouvir (normalmente estao na rua fumando ou foram jantar no ultimo minuto). Reclamam que ganham pouco. Ahi caem na estrada com uma turne, ganham uma mega-grana e reclamam que aquilo nao eh vida e largam a gig no meio. Jazzistas sao a real pain in the ass.
Ontem fomos ver a Mingus Big Band, no Iridium, e eu constatei que eh um comportamento universal. A banda se apresentava de preto, mas o pianista estava com uma camisa de flanela xadrez (ah? era preto? mas este azul eh bem escuro!), o sax alto estava lindo, todo de preto e mocassim marrom e meia branca. O sax baritono (uma lenda viva da qual esqueci o nome, depois eu pergunto pro Marcel) estava chiquerrimo, de camiseta GG (preta, ok) pra fora da calca e um copo de gim-tonica debaixo do banco. E eh claro que tiveram que anunciar o baterista ou ele nao subiria ao palco, pois estava (aonde?) lah fora fumando.
Ahi eles comecam a tocar e voce fala: ah!
Nada como um bando de bagunceiros pra colocar sua alma no lugar.
Escrito por Anna T. às 14h08
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NATHAN LANE
Estah em cartaz na Broadway com uma comedia dramatica (eh como eles dizem, ou bitter dramedy) chamada Butley. Elenco bem consistente, um texto bem construido (tipicamente ingles), cenario deslumbrante (absolutamente realista) e luz igualmente engenhosa. O Nathan Lane eh um ator de recursos aparentemente inesgotaveis, que parece ainda dar-se luxo de se emocionar em cena. Foi um grande momento e uma honra assisti-lo.
Escrito por Anna T. às 13h55
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TACOS CHOP-SUEY
A gente acaba se acostumando. Mas enquanto eu posso olhar tudo com espanto, vou me surpreendendo com a cidade.
Na 14st, perto da 5a. ave, tem uma portinha dizendo fresh tortillas. Ahi voce entra e encontra dois chineses que fazem comida mexicana. E chinesa, por que nao? Entao tem chop-suey com queijo, por exemplo. Really. Eu peguei um taco de frijoles con queso y guacamole (1.25us$) e fiquei vendo se nao vinha pimentao junto. Nao veio. Os caras aprenderam direitinho.
Escrito por Anna T. às 13h50
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CHARMIN' RESTROOMS
Lembram da minha ideia genial sobre abrir um banheiro publico gratuito e limpinho em NY? Pois a Procter&Gamble teve a mesmissima iluminacao. Montou um banheiro publico gigantesco no meio do Times Square, onde antes devia ser uma loja ou um restaurante. Tem dois andares, escadas rolantes, teloes com ursinhos dancando e info sobre a procedencia dos usuarios do banheiro (they call it a "flux-o-meter", algo como um "descargometro"). Aproximadamente vinte atendentes animam a fila (eu disse: animam), cantando, gritando o numero do proximo banheiro, levando as pessoas ateh a porta e dancando. Eh isto mesmo. O lugar eh uma gigantesca propaganda do papel higienico Charmin', da Procter, e a gente sai dali cantando a musiquinha do ursinho: "you're so soft and so strong/our relationship gonna last sooo long!/ Cha cha cha! /Charmin'!" Eh mezzo genial, mezzo depressing (se voce estiver mal-humorado ou tiver acabado de sair de uma peca de teatro seria, o que foi o meu caso: tinha acabado de sair de um puta drama com o Nathan Lane e cai na gruta dos ursinhos dancarinos).
Pra quem se pergunta: "e quem estah apertado, como faz pra aguentar na fila?" Tem um botao de emergencia, chamado "gotta go!". Voce aperta e eles te passam na frente. Sensacional ou nao?
Escrito por Anna T. às 13h45
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MANICURE USA WAY
Resolvi que ia fazer as unhas. Aqui em Chelsea nao eh tao caro - 7US$, sem a gorjeta. Escolhi uma entre as duas duzias de beauty shops da neighbourghood e entrei.
Claro, nenhum atendente fala ingles. Mas todo mundo se entende. Entrei, uma das mocas perguntou "manicure"? e eu disse que sim. Ela apontou pra uma estante cheia de esmaltes e disse "pick color". Escolhi um vermelho-holidays (muito original de minha parte, I know) e levei para a bancada.
Bom, ahi comeca a ser tudo diferente. Primeiro, que o ambiente eh mais de spa do que de beauty salon. Ninguem conversa e fica tocando uma musiquinha new age "relaxante" (eu preferia uma salsa, mas nao vamos discutir). Ahi a mina faz massagem na minha mao, com um creme mega-cheiroso que diz "olive oil" na embalagem. Depois ela enxuga minha mao com uma toalha fervendo. E depois empurra - soh empurra - minhas cuticulas. Se eu quiser que ela tire, preciso assinar um papel me responsabilizando e dizendo que nao vou processa-la se ela me tirar um bife. Resolvo deixar pra lah. Fico com as cuticulas.
Depois que ela lixa minhas unhas e empurra inhas cuticulas e massageia minhas maos, ela diz "pay please" e jah dah o preco com a gorjeta (10US$). Eu pago e entao ela comeca a pintar minhas unhas muito devagar, pra nao borrar, porque ela nao usa varetinha nem espatula, eh tudo na mao. Ela pinta direitinho, duas camadas, e depois aponta pra outro canto da loja e diz "over there". Pega meu cafe e minha bolsa e vai na minha frente, ateh um balcao onde ha um secador de unhas. Eu sento, coloco as maos sob o secador. Enquanto isto, ela levanta meu capuz e comeca a massagear meus ombros. Nao me sinto relaxada, pelo contrario, fico incrivelmente sem jeito com aquela situacao. Ela esta massageando duas camadas de casacos, soh porque faz parte do procedimento. Depois de uns tres minutos, ela dah uns tapinhas nas minhas costas e diz "ok" e sai. Nem vejo pra onde ela foi. Fico ali esperando a unha secar, morrendo de medo de falar alto, pedir uma revista pra ler, o lugar eh mais silencioso que uma biblioteca.
As unhas ficaram lindas.
Escrito por Anna T. às 16h35
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ZIEGFIELD FOLLIES
Estreia de Dreamgirls, o filme, no Ziegfield Theatre. 25 de dezembro. A fila saia do meio da 54street e ia ateh a metade da 6a. avenida. Chovendo. E nos que achavamos que ninguem mais ia sair de casa no natal.
O cinema eh no mesmo local onde antes existia o teatro, com o show famoso (ziegfield follies, aquele show que a Fanny Brice estrelou em 19**), e as cortinas de veludo vermelho ainda estao lah, assim como o mezanino dourado e o lustre no teto. Amazing.
Agora, amazing, mesmo, eh o publico que reage ao filme como se assistisse a peca: aplaudindo cada numero musical, trashing the bad guy, booing the bad actors e aplaudindo a apresentacao dos atores no final do filme. Muito divertido. Acha que eu nao aplaudi junto?
Escrito por Anna T. às 16h20
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wasteland
vai me impressionando cada vez mais a cultura do descartavel nos eua. Eh impressionante notar que a maioria dos restaurantes nao tem pratos, copos ou talheres: eh tudo de papel ou plastico. Economiza-se no pessoal de limpeza, no material de limpeza e no espaco destinado a uma pia ou a preparacao de alimentos.
Agora esta mesma cultura esta se disseminando nos proprios lares. Como a maioria das pessoas nao cozinha mais em casa, nos dias de reuniao familiar, usa-se pratos de papelao, talheres de plastico e copos de papel que sao rapidamente descartados apos a festa.
Vi na teve outro dia, uma propaganda de pratos de papelao para donas de casa. A marca era tipo Randy`s, entao a propaganda era Have a Randy`s Day!
Talk about waste.
Escrito por Anna T. às 14h50
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CHRISTMAS EVE Eramos cinco desgarrados - quatro brasileiros e um sul-africano - num restaurante frances na 44st com a 9th ave. Levamos quarenta miinutos pra escolher o que iriamos comer - era tudo em frances e os garcons nao se esmeravam em explicar o que cada prato continha. Bebemos uma garrafa de vinho e eu comi - afinal - um cozido de carne com polenta, espetacular. No final, fomos para a rua e nos desejamos feliz natal e eu eu o Marcel voltamos aa peh pra casa.
Escrito por Anna T. às 14h45
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HAPPY HOLIDAYS!
Encontrei um cyber mais caro ainda, mas a uma quadra de casa. 6 us$ meia hora. Nao dah pra enrolar. Ainda que escrever seja a minha forma de digerir as imagens captadas nos ultimos dias. E sao muitas.
COMPANY Fui ver o revival de Company, na Broadway, e devo avertir que soarei deslumbrada, mas, sem nenhum exagero, eh uma das coisas mais bonitas que jah assisti. Eh uma montagem do musical do Sondheim onde os proprios atores tocam os intrumentos, sao quatorze atores/instrumentistas/cantores em cena. E eh deslumbrante. Nunca vi nada assim.
LES MISERABLES Falando em revival, fui ao revival do Les Mis, com a Daphne Ruben-Vega fazendo a Fantine e o Gary Beach no papel de Tenardier. Vi da primeira fila, num teatro de medio porte, entao era muito perto. E o ator que fazia o Valjean cuspia, cuspia, cuspia muito. Foi uma noite chuvosa.
AINDA ESTAH CALOR. Lah na rua esta marcando 50graus, o que eu deduzo ser uns oito ou dez dos que eu conheco.
Escrito por Anna T. às 14h41
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